Havia uma mulher chamada Clara, que sempre carregava uma mochila, mesmo quando não precisava dela. Por fora, parecia leve e comum, mas, por dentro, estava cheia de pedras de diferentes tamanhos. Cada pedra representava um momento difícil do seu passado: uma briga, uma perda, uma palavra cruel.

Clara acreditava que aquelas pedras eram parte de quem ela era. “Eu já me acostumei com o peso”, dizia a si mesma. No entanto, ela percebeu que, em algumas situações, ficava irritada sem motivo aparente, tinha dificuldade de confiar nas pessoas e evitava lugares que lembravam certos momentos.
Um dia, encontrou um velho sábio que percebeu sua mochila e lhe perguntou: “Por que você carrega tantas pedras?” Clara respondeu: “Elas me lembram do que passei e me protegem de passar por isso novamente.” O sábio sorriu gentilmente: “Mas, ao carregá-las, você não está apenas lembrando, está permitindo que seu passado viva no seu presente. E, ao proteger-se do que já foi, você deixa de aproveitar o agora.”
Clara, então, sentou-se e começou a retirar as pedras, uma a uma. Algumas eram mais difíceis de soltar, mas, ao final, sentiu-se mais leve do que nunca. Aprendeu que enfrentar o passado não é esquecê-lo, mas entender que ele não precisa controlar quem somos hoje.

Moral da história: Os traumas do passado podem pesar no presente, mas quando os reconhecemos e trabalhamos neles, aprendemos a viver sem carregar esse peso invisível. (texto extraído)
Os traumas ocupam um lugar enorme na vida, mas precisam ser superados, superar não é esquecer, é acolher e ressignificar seu lugar na vida pessoal, só assim haverá possíbilidades de que eles não mais paralizem sua vida, tomando conta do presente e usurpando o futuro.
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