O trecho da música do filme “Os Miseráveis” traz a seguinte estrofe:
“ Sonhei que minha vida seria
Diferente deste inferno em que eu vivo
Tão diferente parecia
A vida matou o meu sonho”
https://www.vagalume.com.br/os-miseraveis-filme-2013/i-dreamed-a-dream-traducao.html
É um filme em que o tema se enquadra muito bem, um retrato de sofrimento e muita dor. Esse retrato, tenho certeza que muitos identificaram-se.
A dor é sofrimento só é sentida no máximo por quem esta dentro da situação, e não poucas vezes, quem esta de fora olha, julga e até discrimina.
Vivemos uma época em que as doenças emocionais só aumentam (depressões, ansiedades, stress, transtornos diversos, etc) e um grande número de pessoas estão cansados de viver, ou melhor, sobreviver, tiveram seus sonhos roubados e assassinados pela vida.
Não é fácil viver e estar nessa situação, quando o fundo do poço é raso diante do sentimento vivenciado.
Não é fácil ter os sonhos destruídos, perder as esperanças e as forças, não é fácil suportar essa situação e até a vontade de desaparecer afim de, amenizar esse sofrimento.
Por isso é importante respeitar essa dor, não fazer um altar e idolatrar, usando ela como estepe para deixar de fazer ou justificar atitudes. Esse respeito ao luto vivenciado por essa perda. Costumo usar a seguinte frase “Precisamos viver o luto para não vivermos em luto”.

Digo mais, esse respeito deve vir também por quem está de fora da situação, essa atitude fará muita diferença no processo de restauração. Não coloque tempo para acabar o sofrimento alheio. O tempo não existe, varia de pessoa pra pessoa, da gravidade, das pessoas envolvidas.
A pessoa em seu tempo há de superar, às vezes fará sozinha, outras vezes com ajuda da família, da igreja, de amigos, de médicos e medicamentos, de terapia e outros.
O sofredor, se não tiver apoio e “recursos” (exemplo acima), com a ferida aberta, está aumentará e também a pessoa acabará machucando outros, não por intenção, mas como reflexo do que vive.
Quando esse respeito acontece, a pessoa vive as etapas do luto, começa a fortalecer-se, cria resistência e aprendizado, assim a superação estará sendo vivida, então, o processo entrado em estagio final, com bons resultados.
Portanto, as etapas precisam ser respeitadas, a aceleração cria uma “falsa cura”, podendo mais à frente ocorrer recaídas, se as etapas forem respeitadas,então, como uma linda flor, a pessoa torna a florir e exalar seu perfume.
Não se esqueça, não tenha medo ou vergonha de pedir ajuda. Você não está só.
Dra Evelin Souza
Psicaalista


